{"id":37,"date":"2018-03-28T13:28:18","date_gmt":"2018-03-28T13:28:18","guid":{"rendered":"http:\/\/themes.muffingroup.com\/be\/accountant3\/?p=37"},"modified":"2018-09-12T17:52:34","modified_gmt":"2018-09-12T20:52:34","slug":"os-motivos-de-conflitos-entre-pais-e-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubensbordieri.com\/index.php\/2018\/03\/28\/os-motivos-de-conflitos-entre-pais-e-filhos\/","title":{"rendered":"Os motivos de conflitos entre pais e filhos"},"content":{"rendered":"<p>Para muitos, uma quest\u00e3o de autoridade. Para outros, uma quest\u00e3o de amizade. Os conflitos na rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos ultrapassam gera\u00e7\u00f5es e s\u00e3o, desde sempre, motivo de debates e reflex\u00f5es entre pessoas de todas as idades. A conviv\u00eancia entre o adulto e a crian\u00e7a traz \u00e0 tona uma s\u00e9rie de questionamentos que buscam solucionar os problemas enfrentados na hora de educar, impor limites e ao mesmo tempo, transformar tudo isso em uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e cumplicidade.<\/p>\n<p>A maioria dos conflitos tem origem na dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o dentro de casa. Filhos acham que pais s\u00f3 querem proibir. J\u00e1 os pais acham que os filhos s\u00f3 querem permiss\u00e3o. \u00c9 o que explica a psic\u00f3loga cl\u00ednica cognitivo-comportamental, Nat\u00e1lia Cunha, do Centro de Psicologia Aplicada (CPA). Para ela, esse ru\u00eddo na comunica\u00e7\u00e3o \u201cse traduz tanto pela dificuldade dos pais em afirmar autoridade em certas ocasi\u00f5es, quanto dos filhos em manifestar aquilo que sentem falta e esperam receber\u201d. O resultado \u00e9 um processo de cobran\u00e7as e acusa\u00e7\u00f5es que esconde o verdadeiro desejo de ambos: sentir-se amado pelo outro.<\/p>\n<p>Na tentativa de demonstrar esse desejo, crian\u00e7as mostram-se inquietas, desatentas e, muitas vezes, agressivas. Em adolescentes, a marca \u00e9 a rebeldia. \u201cEles reclamam da impossibilidade de um di\u00e1logo satisfat\u00f3rio, pois os pais fazem sempre a pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o sobre o assunto\u201d, revela Nat\u00e1lia. A psic\u00f3loga acredita que cada fase tem suas peculiaridades e deve ser enfrentada da forma mais saud\u00e1vel poss\u00edvel. \u201cCada etapa tem suas dificuldades e conquistas, pois ocorrem em momentos diferentes. Isto dentro de uma rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos \u00e9 complicado, pois h\u00e1 sempre um novo desafio para ambos enfrentarem\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses desafios da idade, os pais se deparam com outra quest\u00e3o delicada: o tempo. A rotina de trabalho cheia de compromissos \u00e9, muitas vezes, um fator decisivo na rela\u00e7\u00e3o familiar. \u201cEssa dist\u00e2ncia n\u00e3o permite uma maior intimidade. E essa intimidade \u00e9 necess\u00e1ria para que os pais conhe\u00e7am seus filhos, participem de suas vidas e saibam como e o que falar com eles\u201d, garante Nat\u00e1lia. Para driblar o problema, \u00e9 importante que o tempo destinado aos filhos seja usado de forma satisfat\u00f3ria e eficiente, priorizando a qualidade dos momentos juntos. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 essencial que os pais tenham a consci\u00eancia de n\u00e3o suprir essa aus\u00eancia com presentes e permissividade\u201d.<\/p>\n<p>Outro fator de influ\u00eancia nessa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 a presen\u00e7a de aparelhos eletr\u00f4nicos e tecnol\u00f3gicos no dia a dia dos pequenos. Dependendo da estrutura familiar, televis\u00e3o, videogame, celular e computador podem fazer surgir verdadeiros abismos na fam\u00edlia, se n\u00e3o forem usados com limites. \u201cSe todos assistirem TV ou usarem o computador no mesmo ambiente, \u00e9 poss\u00edvel aproveitar essas tecnologias para enriquecer as conversas e criar momentos agrad\u00e1veis, prazerosos e de aproxima\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p><strong>Um desafio di\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Para manter, constantemente, uma boa rela\u00e7\u00e3o com os filhos \u00e9 preciso paci\u00eancia e muito jogo de cintura. O equil\u00edbrio entre a amizade e autoridade \u00e9 um dos desafios que os pais devem buscar todos os dias. \u201c\u00c9 preciso cuidado para n\u00e3o confundir autoridade com autoritarismo. A rela\u00e7\u00e3o deve basear-se no afeto emocional tamb\u00e9m, favorecendo o elogio e evitando cr\u00edticas constantes\u201d, aconselha Nat\u00e1lia.<\/p>\n<p>\u00c9 dessa maneira que Miriam Brand\u00e3o, gerente de bolsas da PROPG, acompanha o crescimento de seus tr\u00eas filhos, de doze, nove e sete anos de idade. Ela acredita que \u00e9 preciso deixar claro que o respeito deve estar sempre presente. \u201cSomos amigos, mas eles n\u00e3o podem deixar de ver a gente como pai e m\u00e3e tamb\u00e9m. Tem que haver equil\u00edbrio mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Para Miriam, a maior dificuldade \u00e9 impor limites e deixar as regras claras. \u201cPor isso, dar o exemplo \u00e9 fundamental. O que a gente prega, tem que fazer. Acredito que o exemplo de pai e m\u00e3e fala mais alto sempre\u201d, diz a gerente, que trabalha na UFJF h\u00e1 15 anos e n\u00e3o esconde a satisfa\u00e7\u00e3o em ser m\u00e3e. \u201cA melhor coisa \u00e9 ver eles crescerem, acompanhar tudo de perto. Vale a pena\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 Maria L\u00facia Mendes, auxiliar de Biblioteca da UFJF h\u00e1 seis anos, \u00e9 m\u00e3e de uma mo\u00e7a de 25. Ela recorda que a maior dificuldade do relacionamento das duas foram as amizades. \u201cA crian\u00e7a se deixa influenciar muito e as amizades, \u00e0s vezes, atrapalham. Com adulto isso j\u00e1 acontece, imagine com crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Maria L\u00facia defende que a educa\u00e7\u00e3o deve ser rigorosa. \u201cA crian\u00e7a tem que ser cobrada e acompanhada. \u00c9 preciso colocar limites e dar o exemplo\u201d. E lidar com isso sem deixar de lado o companheirismo \u00e9 o ideal. \u201cHoje, tenho uma pessoa que sei que \u00e9 realmente minha amiga. \u00c9 a melhor coisa\u201d, completa.<\/p>\n<p>O companheirismo \u00e9, tamb\u00e9m, a base da rela\u00e7\u00e3o de Roberto Jos\u00e9 de Andrade Filho, gar\u00e7om do gabinete da reitoria, com seus filhos. Pai de uma menina, de 20 anos, e de dois meninos, de 16 e 22 anos, Roberto preza, em primeiro lugar, pela paz dentro de casa, j\u00e1 que cuida sozinho da educa\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas. \u201c\u00c9 importante o respeito entre eles, o respeito pelo espa\u00e7o do outro. A conviv\u00eancia tem que ser pac\u00edfica\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para ele, o papel do pai n\u00e3o \u00e9 proibir, mas, sim, mostrar as conseq\u00fc\u00eancias das atitudes. \u201cEu ensino o que \u00e9 certo e o que \u00e9 errado, eu passo a moral para eles, mas nunca coloco r\u00e9deas. N\u00e3o pro\u00edbo nada, mas gosto de estar por dentro de tudo\u201d.<\/p>\n<p>Roberto acredita que o exemplo do pai \u00e9 essencial para a forma\u00e7\u00e3o dos filhos e para que eles n\u00e3o se deixem influenciar pelas m\u00e1s companhias. O segredo, para ele, \u00e9 aconselhar, sem apavorar. \u201cN\u00e3o \u00e9 preciso p\u00f4r medo, \u00e9 preciso mostrar os perigos e deixar eles viverem. At\u00e9 hoje, deu certo\u201d, aconselha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Fonte do Artigo:\u00a0http:\/\/www.ufjf.br\/secom\/2009\/09\/30\/psicologa-revela-quais-sao-os-conflitos-da-relacao-entre-pais-e-filhos-e-como-lidar-com-eles\/<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para muitos, uma quest\u00e3o de autoridade. Para outros, uma quest\u00e3o de amizade. 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